VIDE
Da árvore boa e seus frutos (Mt VII, 15-20; Lc VI, 43-44)
Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. (Lc 6:43-44)
Didache
"Com efeito, nos últimos dias se multiplicarão os falso profetas e os corruptores; as ovelhas se transformarão em lobos e o amor em ódio". (16,3)
São Jerônimo
Gnosticismo
Roberto Pla
A resposta de Cristo segundo o logion é recriminatória e ao mesmo tempo explica uma vez mais a grande lição da via gnosiológica ensinada por Jesus Cristo em seu evangelho. O que o homem tem diante de seus olhos, o visível, é sempre o fruto bom ou mau da coisa e não a coisa em si mesma. Esta última, a essência, é invisível, inapreensível pelos sentidos, e há que descobrir trabalhosamente a partir do ponta de realidade que seixa intuir no sensível. Este e não outro é o procedimento dedutivo a seguir segundo os abundantes exemplos que proporcionam os textos evangélicos e que se sintetizam em uma célebre perícope: "pelo fruto se conhece a árvore".